Colibri serrirostris ( Vieillot, 1816)

Nome popular - Beija-flor-de-orelha-violeta

Nome em inglês - White-vented Violet-ear

Comportamento migratório: Pequena migratória.

Os sexos têm plumagem semelhante.

Medidas: Comprimento 12,7 cm. Peso 6,8 g.

Vibração das asas: 30/s

É comum nas regiões Central e Sudeste do Brasil. Aparece na região Norte do Paraná nos meses de dezembro até março, porém não em todos os anos. Apesar do tamanho relativamente grande, não compete muito com as outras espécies nos bebedouros. Costuma exibir os topetes laterais de cor violeta, para intimidar o adversário. Os imaturos geralmente são menos coloridos, mais acinzentados e os topetes laterais quase sem destaque, podendo ser confundidos com outra espécie.

Jovem imaturo - sexo indeterminado. Este exemplar se alimentava nas flores de várias touceiras de Russelia equisetiformis  (Plantaginaceae), num dia muito quente e o néctar deixou seu bico com essa aparência esbranquiçada, devido à evaporação da água e consequente aderência do açúcar.

Jovem imaturo - sexo indeterminado e flores da Solanum seaforthianum (Solanaceae)

Exemplar imaturo, pousado no ramo de Eucalyptus ficifolia (Myrtaceae). Um pouco abaixo dos olhos e acima da coberteira da asa, nota-se uma plumagem levemente iridescente, quase uma mancha. É o início do desenvolvimento dos topetes laterais, também apelidados de "orelhas".

Acima, a ave descansava e cuidava da plumagem. À direita, visitava as flores de Verbascum virgatum (Scrophulariaceae), planta exótica e invasora.

NOTA DO AUTOR - referente às duas imagens acima.

 

Eu sou sistemático em questões de técnicas de fotografia e não costumo variar. Com raríssimas exceções, sempre faço uso do flash para iluminação. Entre outras vantagens esse tipo de luz padroniza as cores retratadas no conjunto do meu trabalho e me permite visualizar melhor tonalidades diferentes.

Por isso tenho notado grupos cujas plumagens

exibem reflexos diferenciados, podendo ser mais 

azulados ou então, mais dourados.

No Estado do Espírito Santo parecem ser do primeiro grupo e em Goiás e no Paraná, do segundo grupo. Em todos os lugares que os encontrei, tratava-se de indivíduos migrantes e portanto, não saberia dizer de onde se originavam.