Diversidade

À esquerda, Calliphlox amethystina (fêmea) é o menor beija-flor do Brasil, medindo não mais de 5,5 cm. À direita, o beija-flor Eupetomena macroura é um dos maiores, com 19 cm. Ambos coexistem no mesmo habitat (Cerrados) e ilustra um aspecto da diversidade que ocorre em uma mesma família de aves, a dos Troquilídeos. Também nas fotos, as flores de Miconia albicans (Melastomataceae) à esquerda e Costus spiralis (Costaceae) à direita.

Em algumas espécies como Chrysolampis mosquitus, o macho (à esquerda) e a fêmea (à direita) se diferenciam muito na cor da plumagem, a ponto de parecerem espécies diferentes. Alguns diriam que os machos são "sempre mais bonitos", um conceito equivocado. A natureza provê estas fêmeas de uma plumagem que as protege da visão de possíveis predadores, já que são elas as principais responsáveis pela perpetuação da espécie. Na realidade, elas também são as "responsáveis" pela bela plumagem dos machos, quando selecionam os mais coloridos para acasalar e assim passar seus genes adiante.

Observem atentamente as duas imagens. Os dois beija-flores pertencem a gêneros diferentes. Acima temos Amazilia fimbriata (sexo indeterminado) e à direita uma fêmea de Chlorestes notata. Se não fosse pela discreta tonalidade azulada no mento de C. notata a identificação poderia ficar difícil. Considerem estar comparando duas imagens fotográficas e não as aves na natureza, onde por diversas razões seria impossível visualizar os detalhes tão bem. É curioso que nesse caso

evoluíram para uma forma muito parecida. Ambos coexistem no mesmo habitat.

Leia mais sobre o fenômeno da Convergência Evolutiva.

"Não sobrevive o mais forte ou o mais inteligente.

mas o que melhor se adapta às mudanças"

Charles Robert Darwin