Atividades diárias

 

        Quando pousado, um beija-flor quase nunca está inativo. Eles se aquecem ao sol, cuidam da plumagem, coçam-se,

espreguiçam-se bastante e dormem à noite. Eventualmente,

podem tirar algum cochilo durante o dia. Nessas variadas situações, adotam uma linguagem corporal comum, mesmo

entre as diferentes espécies.

                 Ao amanhecer do dia, uma das primeiras atividades

                                 do beija-flor é procurar aquecer-se.

                   Pousado num ramo ao sol, costuma abrir a cauda

                                           ou uma das asas em leque.

                          Semelhante aos componentes de um painel 

                 solar, as penas captam o calor do sol e o transferem

                para a circulação sanguínea da ave. Após isso voará à

                                          procura de alimento. 

Phaethornis eurynome pousado na bromélia Aechmea “blue-tango” (Bromeliaceae), com as penas da cauda estendidas para aumentar a absorção do calor solar.

 

 

     

 

Lophornis magnificus (macho) cuidando da plumagem nas folhagens de bromélias.

Phaethornis eurynome limpando pólen grudado nos pés.

Phaethornis eurynome descansando e excretando os restos do seu metabolismo. Suas fezes são quase que totalmente liquidas, sem cor, com pouquíssimos resíduos sólidos e sem cheiro. 

Aphantochroa cirrochloris cuidando da sua plumagem. Para as aves, os cuidados com a plumagem, além da remoção de insetos parasitas, melhoram seu desempenho em voo. Isso pode determinar sua sobrevivência ao escapar de um predador ou em conseguir alimento.

Lophornis magnificus (macho) espreitando os rivais perto do seu campo de alimentação. Nota-se o comportamento de alerta pelo eriçamento do topete. Isso parece ser um comportamento reflexo quando outro beija-flor passa muito perto. Ele ergue e abaixa o topete continuamente quando há vários beija-flores nas proximidades de um bebedouro.

Aphantochroa cirrochloris, o exemplar da esquerda está se espreguiçando ou se preferirem, alongando os músculos e preparando-se para voar. O da direita está se aquecendo ao sol.

Chlorostilbon lucidus (macho) aquecendo-se ao sol, lateralmente. Mais tarde, ele mudará de posição para se aquecer do outro lado.

Colibri serrirostris fazendo alongamento dos músculos de uma das asas. Depois fará o mesmo com a outra asa.

Ramphodon naevius (macho) espreguiçando-se antes de alçar voo de um ramo da Tabebuia ochracea (Bignoniaceae) ou ipê-amarelo. Após um período de repouso, o espreguiçar que na realidade é um alongamento dos músculos, sempre antecede um voo.

Esse exemplar de Lophornis chalybeus (fêmea) está com uma aparência incomum, parecendo um brinquedo torcido. Estava cuidando da plumagem e percebeu a minha aproximação, porém parece não ter ficado em total estado de alerta. A plumagem afofada abaixo do pescoço demonstra certa tranquilidade. Do pescoço para cima, o estado da plumagem mais rente à pele sugere certa inquietação.

Eupetomena macroura, assediando corujas no jardim. Cenas parecidas com estas foram comuns nos fundos do nosso quintal. Por muitas vezes criamos corujas órfãs de várias espécies e até gaviões. Moradores na cidade costumam trazer essas aves até nós, por não saberem o que fazer com elas. Não temos na cidade qualquer órgão de resgate da vida selvagem, então, fazemos o possível. Evidentemente os beija-flores, por instinto não gostam, mas nunca houve conflito mais sério que um ... protesto.

Glaucis hirsutus  caçando insetos. Minúsculas moscas em revoada são um atrativo especial e os beija-flores não desperdiçam oportunidades. A precisão com que fazem isso é notável. Um espetáculo digno de sentar-se e apreciar.

Não existe tempo aproveitado ou desperdiçado.

O tempo é apenas... passado!