Mata Atlântica

"A natureza exuberante que se estendia

pelos cerca de 1,3 milhão de quilômetros quadrados de Mata Atlântica na época do descobrimento marcou profundamente a imaginação dos europeus. Mais do que isso, contribuiu para criar uma imagem paradisíaca que ainda hoje faz parte da cultura brasileira, embora a realidade seja outra. A exploração predatória a que foi submetida destruiu mais de 93% deste 'paraíso'. Uma extraordinária biodiversidade, em boa parte peculiar somente a essa região, seriamente ameaçada."

(WWF - Brasil)

Para com a natureza o nosso"toque de ouro" seria o

"não tocar".

Saritaea magnifica (Bignoniaceae) é um cipó que aparece dependurado pelas copas de muitas árvores da Mata Atlântica. Passa despercebido facilmente, mas não quando está florindo. Beija-flores como este Glaucis hirsutus aguardam estes momentos.

Combretum rutundifolium (Combretaceae) cresce como arbusto escandente às margens de riachos e se apoia nos galhos das árvores próximas. Além dos beija-flores como este Florisuga fusca, muitas outras aves e pequenos mamíferos procuram estas flores.

Erythrina speciosa (Fabaceae), também conhecida como Árvore-candelabro ou Mulungú, cresce em todo território brasileiro.  Seus inúmeros cachos floridos são disputados por muitos beija-flores. Na Serra do Mar,

beija-flores como este Leucochloris albicollis à esquerda e 

Clytolaema rubricauda (macho) à direita estão entre seus pretendentes e se revezam na guarda das flores.

Manettia luteo-rubra (Rubiaceae) é uma delicada trepadeira comum nas bordas de trilhas nas regiões de Mata Atlântica. Em locais assim essa planta encontra seu polinizador, como este Hylocharis cyanus (macho)

O ramo de Aechmea gamosepala (Bromeliaceae) é inspecionado pelo minúsculo Phaethornis idaliae à procura de uma flor que esteja aberta.

Perto de uma nascente de água, Siphocampylus verticillatus (Campanulaceae) encontra um lugar ideal para extender seus ramos. É também um dos lugares preferidos do elegante beija-flor Glaucis hirsutus.

Combretum fruticosum (Combretaceae) com suas flores amarelo-esverdeadas que aos nossos olhos não se destacam muito da folhagem em geral. Mas para Amazilia versicolor versicolor e outros beija-flores não é o que acontece. Eles  enxergam o mundo diferente de nós.

Apoiada na forquilha de uma árvore, a delicada epífita 

Nematanthus tessmannii (Gentianaceae), aguardava a chegada do seu tímido polinizador, o pequeno Phaethornis squalidus.

No chão da mata cresce a Justicia carnea (Acanthaceae), que floresce em lindos cachos rosados. O beija-flor Amazilia lactea costuma ficar pousado nas proximidades protegendo essa sua fonte de alimento.

Aechmea blanquetiana (Bromeliaceae) é bastante comum nas áreas litorâneas. Não é cena rara encontrar o imponente Phaethornis pretrei banqueteando-se em suas flores. Este é um beija-flor encontrado em quase todo Brasil.

Nos barrancos dos córregos cresce o arbusto da Sanchezia nobilis (Acanthaceae) que se enche de cachos de flores amarelas. O agressivo beija-flor Ramphodon naevius costuma estar nas imediações.

O arbusto de Hamelia patens (Rubiaceae) cresce em encostas da Serra do Mar. Suas flores tubiformes fazem a alegria de todos os beija-flores que as encontram, como essa pequena fêmea de Lophornis magnificus.

A Vriesea incurvata ainda não abriu suas flores mas a haste floral serve de pouso para o gracioso Hylocharis cyanus (macho) fazer uma pausa. Um pouco mais abaixo, uma abelha "Uruçú" faz o mesmo.

Locais de maior umidade são ideais para as touceiras de Costus spiralis (Costaceae), onde serão visitadas por muitos beija-flores, Este macho de Heliodoxa rubricauda é um deles.

A Bilbergia nutans (Bromeliaceae) presa no tronco de uma árvore estende suas flores para serem notadas e o cintilante Chlorestes notata (macho) lhe faz uma das muitas visitas

que se seguirão.

Também preferindo locais mais úmidos da Mata Atlântica, Heliconia farinosa (Heliconiaceae) é planta endêmica brasileira. 

O furtivo e raro Glaucis dohrnii   conhece muito bem a localização dessas flores em sua área de alimentação.